Eu sei que é meio clichê um post desse naipe nesta data. Eu sempre tive muito orgulho do meu pai. Ele é nordestino, veio pra SP aos 17 anos, morou em cortiço, começou como empacotador de supermercado, passou fome quando era criança. Aí conseguiu entrar na faculdade (na FEI) e hoje é um analista de custos. Não vou dizer que somos hiper bem financeiramente, mas vivemos bem, as condições dele me dão uma faculdade boa e uma casa legal. Tudo com o dinheiro suado que ele conseguiu.
Quando eu era pequena, eu sentia um preconceito. Quem mora em SP sabe, ninguém é legal com nordestinos; as pessoas fingem que não ligam, mas os Paulistanos tem um certo preconceito. Lembro bem quando eu era pequena e uma menina perguntou de onde meu pai era. Aí ela disse: "então você é 'bahianinha'?". Isso é comum. Já minha mãe, que é mineira, ninguém se sentia curioso. Hoje em dia eu lembro disso e me sinto bem por ter sempre dito com orgulho e nunca ter mentido sobre nada.
Acontece que, na verdade o ponto, é que, eu tenho muito orgulho do meu pai. Sem ele não seria nada, nada mesmo. Lembro das milhares de vezes que ele se sacrificava por nós. Sei que ele se sacrifica até hoje. Pra poder colocar meu irmão numa escola boa, pra pagar minha faculdade enquanto estou desempregada. Não sei o que faria sem ele. Literalmente acabaria minha vida, então não gosto nem de pensar.
Só o que eu quero é que Deus o proteja muito. Quero continuar tendo um anjo assim na vida, por milhares de anos. É isso. Feliz dia dos Pais/anjos.










