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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Extraordinário - RJ PALACIO



Sabe quando você repara que precisa começar 2014 lendo algo, ai sai procurando como doido qualquer coisa na saraiva? Eu fui em busca de O teorema de Katherine, mas ai li a sinopse de extraordinário e percebi que era o livro que precisava ler naquele momento. Saraiva como sempre linda ♥♥ entregou em 2 dias e veio embaladinho com essa capa maravilhosa que eu amei.
É quase um infanto juvenil. Digo isso porque o Aug (personagem que conta quase toda a historia) é um garoto de 10 aninhos. Ele joga bola, toma sorvete, joga video-game e faz tudo que qualquer garoto faz. Mas ele nasceu com uma sindrome, que deixou seu rosto deformado. Muito deformado. E isso o torna extraordinário.
O livro começa com a decisão da mãe de Aug decide coloca-lo na escola. Sendo contado por Aug, e vai passando por cada um da família e amigos. É uma parte interessante, você perceber vários pontos de vista e conseguir assimilar cada um na sua razão. Ir para a escola no caso de um garoto como Aug é dificil. As pessoas tem um preconceito enorme com teu rosto. E isso, contado por um menino de 10 anos é triste... mas lindo ao mesmo tempo!
Esse livro me fez ver o QUANTO eu erro. Caramba. Eu erro com os outros. Erro quando olho duas vezes para uma pessoa deficiente na rua, ou quando ficamos reparando no prato daquela pessoa mais gordinha que senta do nosso lado no restaurante. Julgamos as pessoas pela aparência. Vou te dizer viu, nunca investi meu dinheiro num negocio tão bom pra mim quanto esse livro.
R.J. Palácio acertou ♥ ficou magnifico e nos fez acreditar em cada palavra contada.

Nota:
 *-*

segunda-feira, 10 de junho de 2013

A bela e a Fera + A via crucis do corpo - Clarice Lispector


Faz tempo que li esses livros, mas eu postei só agora porque tenho muitas resenhas ainda pra postar. Depois desses li: A metamorfose (KAFKA). Tenho bastante coisa pra ler ainda, tô folheando "O livro das ilusões" e gostando muito.
Li dois livros de contos da Clarice , primeiro porque eu estava precisando de contos (livro fino+dinâmico) então escolhi dois lindos, "A bela e a fera", uma obra mais light, e "A via crucis do corpo", uma coisa mais polêmica. Vamos a elas.

A bela e a fera: Bom, costumo comparar todos os livros de contos de Clarice com "Laços de família" e confesso que me decepcionei um bocadinho. Eu particularmente amei dois contos, "Historia Interrompida" e "A bela e a fera", o mais genial de todos. O livro acaba que você nem vê, lí em dois dias, rapidinho. Mas os outros contos para mim não me surpreenderam, afinal eu estou sempre esperando mais da Senhorita Lispector. Se me perguntassem se eu recomendo, bom sim, mas se você não é fanática feito eu, leia Laços de Família, que é mais clássico e melhor. Logo: 

A via crucis do corpo: Muita gente falou pra mim não ler. Mas eu Lí. E não me arrependi, nem um pouquinho.  Achei incrivel. Sério. São contos meio pesados (totalmente pesados), há lesbianismo, sexo, vingança, tudo que há de mais  polêmico, mas Clarice foi genial no livro. Não sei nem ao menos dizer quais eu gostei mais, mas sem dúvida "O corpo" é o melhor. Também gostei muito de "Dia-após-dia" onde a autora (minha Miss Lispector) se confunde de personagem, e dá até a entender que já está doente (Clarice teve câncer, mas a doença só veio a público após seu falecimento). Esse sim, eu amei.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

O assassinato na casa do pastor - Agatha Christie

St. Mary Mead. Um pacato vilarejo onde há quinze anos não ocorre um homicídio e onde as pessoas discutem a vida alheia tomando chá. Quando um sangrento crime acontece em plena casa do pastor, o alvoroço é grande. O arrogante inspetor Slack é escalado para investigar o caso. O mistério também intriga uma discreta moradora que gosta de jardinagem e de observar pássaros de binóculo, mas cujo principal hobby é o estudo do comportamento humano: Miss Marple. A estreia da sagaz velhinha, o aparecimento de personagens inusitados e a engenhosidade da trama fazem deste romance de 1930 um dos clássicos de Agatha Christie.




Na sexta-feira passada fui ao hospital acompanhar meu tio em uma cirurgia. Teria que ficar o dia todo lá, então teria de escolher para passar o tempo um livro dinâmico. Claro que nada melhor que ela, a linda Agatha, meu xodózinho. Porque esses romances policiais sempre deixam a gente com gosto de quero mais e nunca enjoam. Preciso dizer: AMEI!
O livro é dinâmico, os personagens são incríveis, todos são suspeitos (o mais interessante é que você desconfia de todo mundo, do começo ao fim) e o final é surpreendente!
O livro é narrado pelo Pastor, o que é engraçado e até gostoso, te faz desconfiar do próprio narrador. Destaque para a personagem Miss Marple, que é a mais legal do livro e a que te deixa de cabelo em pé. Adorei mesmo, recomendo para todos que gostam de um bom romance Policial e livros hiper criativos. Detalhe: acabei com o livro em um dia.
“Qualquer pessoa que matasse o coronel Protheroe estaria prestando um grande serviço ao mundo”

PS: PRA QUEM PRETENDE LER, EU AINDA DUVIDO DO FINAL. NÃO ACHO QUE QUEM MATOU O SR. PROTHEROE SEJA AQUELA PESSOA MESMO. KKKKK
Nota:  

quarta-feira, 17 de abril de 2013

A revolução dos bichos - George Orwell



Sinopse: Verdadeiro clássico moderno, concebido por um dos mais influentes escritores do século 20, "A Revolução dos Bichos" é uma fábula sobre o poder. Narra a insurreição dos animais de uma granja contra seus donos. Progressivamente, porém, a revolução degenera numa tirania ainda mais opressiva que a dos humanos
Escrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945 depois de ter sido rejeitada por várias editoras, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista.


Bom, como sempre, coisas que TODO MUNDO já leu, menos eu. Quem falou dele pra mim foi meu namorado, e eu até tinha ideia da historia, já tinha pegado uma vez, li as primeiras coisinhas, e não engatei leitura, agora, sim, eu li até o fim, e não me arrependi nem um pouco.
A linguagem, apesar do livro ser hiper antigo, é muito gostosa, e como o livro é curtinho, li em dois dias (mais ou menos 30 minutos por dia e puff, acabei). A historia é totalmente inovadora né, imagina só, os animais se revoltarem com os seres humanos e resolverem, expulsar eles?  Os animais sei lá, cansar dos maus tratos e resolverem viver por conta própria, sem humanos??? (os ambientalistas piram)
Além da narrativa tomar um rumo maravilhoso ao decorrer do livro, você fica muito revoltado e ele levanta aquele debate, sobre ditadura, sobre confiança, enfim, sobre traição. As referencias históricas são grandes, bem forte a questão da revolução, do Lenin, do Stálin, dá para perceber a relação dos porcos com eles. Pra quem gosta de historia, é um prato cheio.
A comparação de homens com animais é uma ideia interessante, porque nós somos quase isso mesmo. E se você parar para pensar, os animais são até mais puros, e mais civilizados, bom, pelo menos no livro. Com exceção dos porcos, os outros, são puros.
A discussão sobre igualdade, também é bem legal. É muito difícil falar deste livro sem dar spoiler, mas a critica é muito forte, e pra quem é revoltado (como eu, adora uma critica social), vai amar.
Não preciso dizer mais nada, vocês já devem ter notado que eu amei, leria de novo, e não tenho nem criticas a fazer, isto é uma obra prima, todos nós deveríamos te-lo na estante.

Classificação:
 
Quotes:
1. “(…) Doze vozes gritavam, cheias de ódio, e eram todos iguais. Não havia dúvida, agora, quanto ao que sucedera à fisionomia dos porcos. As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um  homem outra vez; mas já se tornara impossível distinguir, quem era homem, quem era porco.”
2. Todos os bichos são iguais, mas uns são mais iguais que os outros.
3. O Homem é o nosso verdadeiro e único inimigo. Retire-se de cena o Homem e a causa principal da fome e sobrecarga de trabalho desaparecerá para sempre.
Tem vários outros, mas prefiro não dar muitos spoilers, porque as frases são realmente geniais.

Então é isso gente. Tô com mais três livros pra ler, assim, de imediato. Não terminei o da faculdade ainda, então preciso dar uma pausa em todos para ler ele . :(

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Resenha: A ditadura da beleza (...) - Augusto Cury

 
 Augusto Cury retrata neste livro o cotidiano de mulheres que sofrem caladas as consequências de uma cruel realidade do mundo moderno - a ditadura da beleza. Apoiando-se em sua vasta experiência como psiquiatra e pesquisador, Cury dá um grito de alerta contra essa forma de opressão que vem deixando mulheres, adolescentes e até crianças tristes, frustradas e doentes. Influenciadas pela mídia e preocupadas em corresponder aos inatingíveis padrões de beleza que são apresentados, milhares de mulheres mutilam sua autoestima - e, muitas vezes, seus corpos - em busca da aceitação social e do desejo de se tornarem iguais às modelos que brilham nas passarelas, na TV e nas capas de revistas. Ao tratar de um tema tão atual, este livro faz com que o leitor se identifique imediatamente com os personagens e sua luta por uma vida mais plena e feliz, em que cada pessoa se sinta livre para ser o que é, sem se envergonhar de sua aparência ou tentar ser igual a ninguém. Uma vida em que todas as pessoas descubram que a verdadeira beleza está dentro de nós.

Bom, eu tinha muita expectativa em relação a esta obra. Primeiro porque eu nunca li nada de Augusto Cury. E em segundo porque o tema é adorado por mim, feminista nata, admiradora desse ser lindo que nós mulheres somos. 
O livro é um romance, o que já me chamou a atenção. Ele não é muito divulgado (talvez porque não é interessante para a mídia divulgar um livro que critique tanto ela), mas acho que o fato dele ser um romance deu uma leveza, se ele fosse todo em formato jornalistico talvez fosse mais difícil para ler, para se apegar a historia. Só que na minha humilde opinião, o titulo deveria ser algo que demonstrasse menos o que o livro quer tratar, assim seria uma surpresa boa e também seria uma critica subentendida, e não tão explicita. Mesmo assim, amei a capa e o titulo realmente chama bastante atenção (ponto pro autor).
Coisas que eu não gostei do livro: O personagem Marco Polo, é perfeito demais! ele é tipo: "PRÍNCIPE ENCANTADO".  Ama as mulheres, vive fazendo declarações a sua esposa, é filosofo, rico, bem sucedido, enfim, perfeito. A constante repetição da palavra "psíquica"; Sério! eu contei bem umas 4 ou 6 vezes na mesma página! sei lá né, quem sou eu pra dizer que AUGUSTO CURY escreve mal, só que eu achei um tanto quanto estranho, as vezes até soa como um erro de digitação.
Coisas do livro que eu adorei: As pesquisas demonstradas (me deixaram chocadas, sério). Fiz até um post com algumas dessas pesquisas aqui , porque realmente, 40% das crianças quererem ser loiras, 80% de modelos anoréxicas  92% de mulheres brasileiras que se acham feias, enfim, isso tudo me deixou de queixo caído. É ridículo  sério, dá vontade de chorar no meio do livro. Outra coisa interessante é que ele dá uma especie de "auto-ajuda". Sério, eu me senti um poço de auto-estima quando li esse livro. Ele te dá um chacoalhão do tipo: "ACORDA MINHA FILHA, VOCÊ É LINDA!". E foi uma delicia! Me senti melhor como mulher, como namorada, como filha, foi muito bom pra mim! Me fez não ter medo de envelhecer, me ajudou a me sentir feliz com as coisas que eu tenho hoje (e parar de sentir vontade de comprar roupas novas toda hora) estou até controlando mais meu consumismo desenfreado e tudo por causa desse livro.
Por fim, acho que toda mulher deve ler. É muito bom ser feliz consigo mesmo e se eu puder, vou espalhar meus votos contra a ditadura da beleza e a revolução da mulher.
PS: MARCAS QUE ESTÃO TENTANDO MUDAR A DITADURA DA BELEZA COLOCANDO MULHERES COMUNS NOS COMERCIAIS E QUE EU RECOMENDO:
DOVE, NATURA E AVON
quem tiver alguma outra pra indicar, vamos compartilhar! Ajude-nos a combater essa coisa péssima que é a mídia e o padrão que ela nos impõe.
Classificação:
   

Quotes:
1 - " Não tropeçamos nas grandes montanhas, mas nas pequenas pedras"
2- "A vida é um contrato de risco. Você pode conviver com milhares de animais de outra espécie e nunca ter problemas, mas se conviver com um ser humano, por melhor que seja a relação, haverá problemas e decepções"
3 "Quando a luz é intensa, antes de iluminar o caminho ela ofusca os olhos"
4- "Consuma menos produtos e mais ideias!"
5 - "Lutamos para que os políticos sejam honestos. E nós?"
6- Quem vence sem risco e sem dor triunfa sem glória"

segunda-feira, 18 de março de 2013

A menina que não sabia ler - John Harding


Em uma distante e escura mansão, onde nada é o que parece, a pequena Florence é negligenciada pelo seu tutor e tio. Guardada como um brinquedo, a menina passa seus dias perambulando pelos corredores e inventando histórias que conta a si mesma, em uma rotina tediosa e desinteressante. Até que um dia Florence encontra a biblioteca proibida da mansão. E passa a devorar os livros em segredo.Mas existem mistérios naquela casa que jamais deveriam ser revelados. Quem eram seus pais? Por que Florence sonha sempre com uma misteriosa mulher ameaçando Giles, seu irmão caçula? O que esconde a srta. Taylor? E por que o tio a proibiu de ler? Florence precisa reunir todas as pistas possíveis e encontrar respostas que ajudem a defender o irmão e preservar sua paixão secreta pelos livros – únicos companheiros e confidentes – antes
que alguém descubra quem ousou abrir as portas do mundo literário. Ou será que tudo isso não seria somente delírios de
uma jovem com muita imaginação?

Bom, este livro estava me trazendo grandes expectativas. Peguei emprestado com a minha amiga Regiane da faculdade, e li bem rapidinho, é curtinho e não é pesado, uma leitura que flui, sinceramente. Porém neste livro nada, nada mesmo, é o que parece ser.
Se você gosta de contos de fadas que terminam com um final feliz e fofo, essa não é a sua história. A menina que não sabia ler ganhou uma capa fofa no Brasil, o nome original do livro é FLORENCE AND GILES (nome dos personagens) e a capa original não é nada fofa:
Com certeza essa capa e esse titulo ilustra muito mais o livro como ele é. Idai que ela não sabia ler? O que vem depois, é muito, muito pior.
Florence é uma personagem muito esperta, o que fez com que eu gostasse dela, mas John Harding acabou por fazer ela adulta demais para uma criança (não soube dizer se de propósito ou não, mas acho que isso tornou a historia um pouco menos real do que deveria ser). Giles sim, é uma criança fofa, completa como todas as crianças. No inicio você acha que a Florence está sendo verdadeira em tudo que diz, e que provavelmente ela é muito, muito esperta, mas depois começa a se perguntar se não é TUDO fruto da sua imaginação e depois tem certeza: sim, ela é louquinha da silva. O livro é narrado em 1° pessoa, o que é gênial porque você realmente fica em dúvida se ela está falando a verdade ou não.
Não sei se dá pra fazer um post ilustrando esse livro sem dar spoiler, sinceramente é muito dificil. Não sei dizer pra vocês se eu gostei muito do livro, vejam bem, ele é excelente, mas a história é suja e macabra, o que faz você ODIAR Florence, mesmo sendo ela que conta a história, e isso que a faz interessante, afinal não podemos saber o lado contrário da coisa, só o ponto de vista dela.
O livro é SURPREENDENTE, INTERESSANTE, DO MAL, se você tiver problemas com psicopatia não leiam, porque é muito macabro, sério. Parece fofo, mas não é nem um pouco. Acho que por fim, eu me distanciei um pouco, talvez porque foi crueldade demais para mim. Então não posso dar 5 estrelas, pois não é meu estilo de livro, mas é muito bom, ainda mais para quem admira Edgar Allan Poe, como eu :D
 (4 estrelas para esta obra surpreendente).


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O pagador de promessas (4/13)


Dias Gomes narra nesta peça de renome internacional o emocionante calvário do simplório Zé-do-Burro: para cumprir promessa feira a Iansan em um terreiro, pela cura de seu burro, ele divide seu sítio com os lavradores pobres e carrega pesada cruz de madeira no percurso de sete léguas, com o objetivo de depositá- la no interior da igreja de Santa bárbara, em Salvador. Iansan, santa umbanda, se confunde com Santa Bárbara na visão popular,  motivo mais que suficiente para que as autoridades da igreja se opusessem à entrada do herói no sagrado recinto. Zé-do-Burro não esmorece e promete não sair da igreja até que o padre o deixe entrar com a cruz. Sua obstinação, sua fé, conduzem a um dos mais empolgantes desfechos do teatro contemporâneo - e universal. O Pagador de Promessas: serviu de tema ao filme do mesmo título, ganhador da Palma de Ouro do Festival de Cannes de 1962.
O pagador de promessas foi o 4° livro dos 13 que quero ler nesse ano, o que já deu pra perceber que é possível que eu ultrapasse essa marca, claro. Devo dizer que o livro me agregou bastante, mas não superou nenhuma expectativa, infelizmente.
Veja bem: eu queria ver o filme, ÚNICO brasileiro a ganhar o prêmio palma de ouro, então é CLARO que o filme é bom.Várias pessoas me recomendam, enfim. E eu não sou ninguém para julgar uma obra de Dias Gomes tão aclamada quanto essa, então isso não é uma crítica, é uma humilde opinião.
O livro tem reflexões maravilhosas, e continua sendo muito atual. A imprensa "carniceira", as pessoas se aproveitando de inocentes, a igreja que é intolerante, etc.

Eu não "odiei" Zé do burro, como muitas pessoas falam, em nenhum momento. A inocência dele é cativante, é gostoso de imaginar. Ele é um personagem e tanto, bem bem brasileiro, e a leitura fica mais familiar assim.
Porém o ponto negativo do livro é que ele é parado né? é um cenário só, não tem muitas aventuras, é uma peça de teatro, tem muita reflexão. Não é aquele livro que cria uma expectativa em cima do QUÊ vai acontecer sabe? Se você não estiver afim de termina-lo, você vai largar sem nenhuma culpa por isso. Se a sua lista de leitura estiver cheia, você vai larga-lo. E isso é ruim.
O final, como todo mundo já deve perceber, é inusitado e isso nem dá pra negar. É triste para uma comédia. Aliás muita gente lê esse livro só pelo final.
Portanto, eu recomendo o filme, se você tiver curiosidade de saber o que acontece com Zé do Burro. O livro é bom sim, mas acho que essa leitura é um pouco cansativa, o filme é mais leve, é um premiado, uma pérola do cinema nacional e conseguiu transmitir tudo o que o livro quis dizer.

3 Quotes:
1.Ela tem, na realidade, vinte e oito anos, mas aparenta mais dez. Pinta-se com algum exagero, 
mas mesmo assim não consegue esconder a tez amarelo esverdeada. Possui alguns traços de uma beleza doentia, uma beleza triste e suicida.

2. Rosa se debate em seu conflito: de um lado, sua noção de lealdade gerando um repúdio natural à delação. Do outro, todos os seus recalques sexuais, sua ânsia de libertação, de realização mesmo, como mulher, que Bonitão veio despertar.

3.Há quem diga que não estamos mais em época de acreditar em bruxas. No entanto, elas ainda existem! Mudaram talvez de aspecto,  como Satanás mudou de métodos.

Não darei nota para o livro, simplesmente porque ele não precisa de minha nota. É uma obra literária, aclamada no mundo. Então, leiam ou vejam o filme se der vontade.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Chocada por culpa das estrelas (3/13)


Capa (maravilhosa)
Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.
Comecei lendo esse livro somente porque gosto de John Green e tem "estrelas" no nome. E eu sou basicamente fissurada em estrelas, então. Sempre achei que a culpa fosse delas (das estrelas). Bom, achei que fosse MAIS um livro idiota de pessoas que morrem de câncer e fica todo mundo triste, quer dizer, triste pelo personagem e tals. Ai começando a ler percebi que a Hazel Grace era um personagem FASCINANTE, maravilhoso, incrível, o melhor que eu já vi. Nem sei se consigo transmitir o amor que tenho por ela. As piadas irônicas que fazia com a própria doença era, sem sombra de dúvidas, a coisa mais engraçada/divertida/quebra o gelo/super legal que eu já vi. Comecei gostando dela de inicio, e na pág 49 quando ela deixa a menininha usar a cânula eu tipo, amei ela. Foi incondicional. (prometo que essa vai ser a unica informação do livro que eu vou dar, pra quem não leu). É claro, a menos pelo fato dela não gostar de "V de vingança"  ¬¬.
Ai foi vindo o livro, apareceu o tal do Augustus, que eu achei clichê e chatinho de inicio, mas depois transformou-se no principe encantado menos encantado e mais maravilhoso que eu já vi na vida. Fiquei com o coração na boca em alguns momentos e teve horas que eu quase tive que parar a leitura porque tava me dando medo de acontecer QUALQUER coisa com os personagens, porque eu os amava demais.
Por fim, acabei chorando tanto que achei que ia me afogar. Tive que parar a leitura novamente porque estava num onibus e todo mundo tava olhando tipo: "essa menina fumo muitos" ): (ok, superado). Cara, lembrava a cada segundo de alguém que eu perdi com câncer, é claro que não vá pensando "AAAAA ESSA MENINA VAI MORRER E TD MUNDO CHORA SÓ ISSO" não! A historia vai se desenvolvendo, e quando menos se espera você tá chorando por causa de PIADAS que ela faz e você nem sabe o porquê de verdade está chorando. A Hazel e o Augustos mudaram TOTALMENTE minha forma de pensar nas pessoas doentes, ela é como a gente, com cilindro de oxigênio ou não. Ela vive sabe? é como se um "eu" desconhecido fosse meio Hazel, é maravilhoso.
Sinceramente eu não sei se vou me recuperar dessa leitura tão fácil. foi desgastante, por ter mexido TANTO com a minha vida pessoal, não só porque perdi alguém com câncer, mas porque também fui uma adolescente e também sei o que é AMAR incondicionalmente.
Informações adicionais:
- Me irritei no começo com a escrita, mas depois percebi que Hazel falava, ela era uma adolescente completa, com escrita de adolescente, e isso foi genial.
- Reflexões MARAVILHOSAS.
- Humor mais digno que eu já vi.

Por fim:

Avaliação

 (não vou dar seis prq não cabe)

3 melhores frases:

1.- "Beijar alguém para conseguir uma viagem de graça é algo perigosamente próximo da prostituição total e irrestrita, e devo confessar que, embora eu não me considerasse uma pessoa completamente angelical, nunca pensei que meu primeiro ato sexual seria prostitucional, portanto, fora de cogitação."
2.-"Estou apaixonado por você e não quero me negar ao simples prazer de compartilhar algo verdadeiro. Estou apaixonado por você e sei que amor é um grito no vácuo, e que o esquecimento é inevitável  e que estamos todos condenados no fim, e que haverá um dia que tudo o que fizemos voltara ao pó, e sei que o sol vai engolir a unica terra que podemos chamar de nossa, e eu ESTOU APAIXONADO POR VOCÊ."
3.- "Quando você chega em um hospital, a primeira coisa que fazem é pedir pra você dar uma nota pra sua dor, de um até dez. Uma vez, logo no inicio, não estava conseguindo respirar e meu pulmão pegava fogo, então uma enfermeira perguntou a nota da minha dor e eu mostrei nove dedos. Depois, a enfermeira voltou e acariciando minha mãe disse: "sabe como eu sei que você é guerreira? chamou um dez de nove".

Contracapa (ainda sem ilustrar personagens, portanto, maravilhosa)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Maus - Art Spiegelman (2/13)

O livro é considerado um clássico contemporâneo das histórias em quadrinhos. Nas tiras, os judeus são desenhados como ratos e os nazistas ganham feições de gatos; poloneses não-judeus são porcos e americanos, cachorros. Trata-se de um relato incisivo e perturbador, que evidencia a brutalidade da catástrofe do Holocausto. (unica sinopse que encontrei, já que o livro não possui. Saraiva)O livro é considerado um clássico contemporâneo das histórias em quadrinhos. Nas tiras, os judeus são desenhados como ratos e os nazistas ganham feições de gatos; poloneses não-judeus são porcos e americanos, cachorros. Trata-se de um relato incisivo e perturbador, que evidencia a brutalidade da catástrofe do Holocausto. (unica sinopse que encontrei, já que o livro não possui. Saraiva)

Eba, minha primeira resenha de verdade neste blog! Essa coisa linda ai quem me forçou a ler emprestou foi meu namorado, que amou o livro. A primeira pergunta quando falo desse livro é: "por que deveria ler MAIS UM livro sobre o holocausto? já não chega de tanta dor e sofrimento?" Bom, pra começar ele é diferente, porque é todo em quadrinhos. Os judeus no livro são retratados como ratos. inclusive o próprio autor, que se baseou para fazer os desenhos em uma frase de hitler que diz:  "Os judeus são indubitavelmente uma raça, mas eles não são humanos". Então os nazistas são gatos, os poloneses porcos, os americanos cachorros, os franceses sapos (...) o que torna o livro muito "divertido", apesar da historia ser densa e pesada.
O livro conta a história de Vladeck, um judeu que sobrevive ao holocausto, pai do autor. A historia é mesmo real, o que deixa você mais emocionado, em alguns momentos você percebe que o autor dá uma "descansada", fala sobre outros assuntos, mais para não te cansar e não te deixar triste. Vladeck antes da guerra se apaixona por Anja, mãe de Art(autor) e se casam, mas anja também é judia por isso também sofre em um campo de concentração. Um ponto super interessante do livro, é que as falas de Vladeck são com o sotaque dele, o que no começo é uma barreira, porque eu demorava 5 minutos pra entender o que ele falava, mas no fim do livro você já está  craque e até arriscando umas palavrinhas em alemão,rs.
Coisas que enriquecem o livro: Além do sotaque de vladeck, as fotos anexadas de anja e vladeck, as ilustrações maravilhosas de Art (que aliás me deixaram babando), as ilustrações serem todas em preto e branco, o fato de as vezes ele conversar com o leitor e mostrar que ele também tem problemas de aceitação, de aceitar o que aconteceu com os pais. Os defeitos bem retratados dos personagens, defeitos mais "plausíveis" do que os que vemos em livros por ai.
Com certeza o amor de Anja e Vladeck, e o que ele fez para que ela não desistisse de viver vai te dar um arrepio que começa no primeiro fio de cabelo e vai até o dedo do pé. Mesmo sendo um completo herói na historia, o livro te faz perceber TODOS os seus defeitos, e por mais que eu tenha amado Vladeck, com certeza pode ter alguém que ODEIE ele, meu namorado por exemplo não gostou muito. A esperteza dele com certeza vai te deixar pasmo o livro todo, te fazendo concluir que ele só sobreviveu porque era muito, muito esperto e corajoso.
Não há nada no livro que eu diga que eu não goste, só acho que o final deveria ser menos "aberto", pois não fica claro algumas coisas sobre como ele recomeçou a vida com Anja, acho que seria interessante colocar. Mas o autor explica que Vladeck morreu no decorrer do livro, acho que por isso foi um pouco difícil.

Vamos a avaliação:
Recomendadíssimo!
Fotos pra te deixar babando (como eu fiquei)

Ilustrações maravilhosas de Art Spielgelman

Desenhos na capa do livro e contracapa, maravilhosa.

3 Melhores frases:
1. - "Amigos, seus amigos?... se trancar elas em quarto sem comida por um semana... aí ia ver o que é amigo".
Perceberam o sotaque de Vladeck? *-*

2.- "É muito esquisito tentar reconstruir a realidade pior do que os meus sonhos mais pavorosos. Ainda mais em quadrinhos!"

3.-"quando reencontrei anja, foi um momento de tanta emoção que todos chora junto com nóis. Mais, não precisa contar. Nós fi muito feliz, e vive feliz, feliz para sempre".